Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Cê pensa que cê é alguma coisa? Cê é um bosta: Obama e Lula


Filho: ou, cês vão sentando aí que eu já volto

Amigos: falou. tá.

Filho: pai, esse aí é o João, faz jornalismo lá na Federal... e esse aí é o Paulo, faz medicina.

...silêncio na sala...

Pai (cheio de goró na cabeça e tropeçando nas palavras) fala pro Paulo: ou, ou...ou... cê pensa que cê é alguma coisa? cê é um bosta.

Todos os nomes relatados acima são fictícios para preservar a moral dos envolvidos. Essa história é verídica e me foi contada por uma das vítimas do pai desse amigo. Não precisa nem dizer que o Paulo ficou se sentindo mal com o negócio. Não porque ele seja um fresco, ou se ache mesmo um bosta. Mas porque ele é um cara bem intrínseco em determinados momentos. O fato é que o João espalhou a história e a expressão “cê pensa que cê é alguma coisa? Cê é um bosta” pegou geral entre nossos convivas.

Ela pode ser usada em várias ocasiões. E na maioria das vezes não quer dizer o que realmente significa. Ou pode. Você decide aí. Existem várias manerias de usar essa expressão, invente a sua (acho que já ouvi isso...).

Aí, nessa situação abaixo certamente caberia o “cê pensa que é alguma coisa...”.

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Conde e Drácula



E eis que aqui vocês escrotinhos podem baixar e ouvir o disco do Conde e Drácula.



Só digo uma coisa:



vale a pena demais.



Abaixo você escuta uma dose sanguinária dessa dupla sinistra

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Mosaico caipira


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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

*Diálogo do dia: esmalte nasal

Manicure com rinite/sinusite: Menina, e o Michael Jackson?

Cliente (pensando ‘ah não, esse assunto não!’): Pois é...

Manicure com rinite/sinusite: Eu era fã demais dele. Tinha disco e tudo. Eu até ia num show que ele fez no Maracanã, sabe? Mas não sei o que aconteceu que não fui. Arrependi tanto...

Cliente (pensando ‘por favor, esse assunto não!’) : Foi?

Manicure com rinite/sinusite: Foi, menina. Vc viu? Não vão enterrar o Michael! Vão empalhar!

Cliente (não acreditando no assunto): O que?

Manicure com rinite/sinusite: Espera aí só um pouquinho (se levantando)...Deixa só assoar meu nariz...

Cliente (olha para a manicure com rinite/sinusite e vê o catarro escorrendo): Tá bom... (pensando ‘Meu Deus, nunca mais venho aqui. Será que ela tem gripe suína?')

* enviado por uma leitora

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Diálogo do dia: playboy pedindo trocado no semáforo

Sujeito com pinta de playboy pedindo no semáforo: beleza?

Eu: beleza.

Sujeito com pinta de playboy pedindo no semáforo: cara, eu tô atordoado. Briguei com a família e tô pedindo dinheiro pra tomar pinga. Cê pode me ajudar?

Eu: pra tomar pinga?... toma aí 20 centavos.

Sujeito com pinta de playboy pedindo no semáforo: De grão em grão a galinha enche o papo.

Eu: é isso aí.

Sujeito com pinta de playboy pedindo no semáforo: E o jogo ontem, e a virada hein?

Eu: é...

Sujeito com pinta de playboy pedindo no semáforo: falou, brigado!

Sábado, 27 de Junho de 2009

Diálogo do dia: festa junina sem santos e de barulho autorizado

Trabalhadora, católica, pagadora de todos os (altos) impostos: É de onde?

Atendente: da AMA.

Trabalhadora, católica, pagadora de todos os (altos) impostos: É aí que recebem reclamações sobre barulho?

Atendente: Sim.

Trabalhadora, católica, pagadora de todos os (altos) impostos: É que tem uma igreja fazendo uma festa junina ao lado da minha casa e o barulho tá absurdo!

Atendente: Qual o nome da igreja?

Trabalhadora, católica, pagadora de todos os (altos) impostos: Videira.

Atendente: Eles tem autorização pra fazer barulho até as 2 da manhã.

Trabalhadora, católica, pagadora de todos os (altos) impostos: Ah, é? E quem autoriza isso?

Atendente: A própria AMA.

Trabalhadora, católica, pagadora de todos os (altos) impostos:... tá.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Maicon Diequissu

Eu não tenho o Thriller. O disco do Michael Jackson que vendeu trocentones milhões de cópias, o mais vendido da história da música. Aliás, eu nunca sentei e escutei esse disco. Mas não importa. Eu, você, meus pais e provavelmente até meus cachorros nunca ficaram imunes ao fenômeno pop Michael Jackson. Não dava pra ficar. Na escola a molecada tentava fazer a dancinha. Na TV os clipes tocavam o tempo inteiro, na rádio a mesma coisa. Isso é ser pop. Quer dizer, ele foi o ícone máximo do pop. Ninguém nunca chegou nessa patamar. E aí é que a casa caiu.

O Michael Jackson é o ápice do que o pop, o lance de cultuar/ser uma celebridade (que porra de palavra se usa aqui? Celebrização???) e a inflação de um ego pode chegar. O molequinho que desde pequeno foi talhado para ser um astro, se transformou no rei do pop. Se igualou ao Elvis, outro rei. Daí, pode perceber, um monte de atitude dele demonstrava que isso não era o bastante. Tinha que ter mais. Mas também, ele podia ter esse 'mais', não podia? Se de alguma maneira ele se igualava ao Elvis, ele foi além, casou-se com a filha do rei. Se de alguma maneira ainda havia os Beatles, sempre lembrados como o grande fenômeno pop, ele foi lá e comprou as músicas dos Beatles, o maior conjunto das mais belas canções já feitas por um único artista, no caso, os 4 de Liverpool. Se antes ele olhava no espelho e não gostava da juba black power, podia alisar. Mas isso era pouco, agora podia bem mais. Mais que qualquer um outro negro que dá um tapa 'branco' no visual black (costume comum nos anos 80 e que agora em tempos de Obama não existe). Podia afinar o nariz, clarear a pele e implantar um queixo de Humberto Martins (tá, ele não conhecia o Humberto Martins, mas foi quem eu lembrei). Podia se reconstruir. Tudo era possível. Um mundo só dele. Como a Terra do Nunca, do Peter Pan. Aliás, que ele foi lá e comprou também. A figura mais pop de todas, em todos os sentidos, virou um monstro. Um lance realmente bizarro. Mais amedrontador do que a maquiagem do clipe de Thriller. A música, a dança, a arte, já tinham ficado em milésimo plano. Tudo o que veio depois do Thriller foi só pra constar, pra permanecer ali no estrelato, fazendo shows, vendendo mais discos.

É curioso o fato dele ter morrido poucas semanas antes de voltar à vida artística. Era um momento de dura e cruel realidade pra ele. Já não tinha mais Neverland. Já não tinha mais o topo das paradas de sucessos. Já não tinha mais metade das músicas dos Beatles e nem a filha do Elvis. Tinha dívidas. E também tinha de voltar a fazer aquilo que fazia desde a primeira década de vida. Dançar, cantar e ganhar dinheiro. Cansativo, não é?

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

O trem de doido apresenta: Música caseira - Episódio de hoje "Shes a lady"

O trem de doido tá cada vez mais multimídia.

Essa abaixo é a minha primeira contribuição depois de brincar de gravar música em casa.

Comecei com uma versão de uma música muito farofona, mas muito legal também. É 'She's a lady', do Tom Jones. A música é 'Las Vegas' demais e eu fiz um negócio mais comedido. A qualidade ainda é um pouco precária, mas é um troço honesto e "quentinho e macio do meu bolso" (a vida adoidado, Curtindo. 1986).

No mais, a voz que consegui é algo meio 'cinco balas halls duma vez na boca'.

Abaixo, a original



Mais abaixo um pouco, a minha versão

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

The real thing

Eles voltaram



"reunited and it feels so good
reunited 'cause we understood
there's one perfect fit
and, sugar, this one is it
we both are so
excited 'cause we're reunited, hey, hey"

11 de junho de 2009, Brixton Academy, Londres.

Sábado, 6 de Junho de 2009

Dialogozinho do Dia: John Lennon vive em São Paulo

Eu: Então quer dizer que você é fã dos Beatles?

Garotinha de 12 anos: Isso, gosto muito.

Eu: E como você conheceu os Beatles?

Garotinha de 12 anos: Ah, foi na TV. Minha mãe também gosta.

Eu: E por que você gosta dos Beatles? O que acha mais legal?

Garotinha de 12 anos: Das letras e das danças.

Eu: Er... e você já procurou pesquisar também sobre a vida deles?

Garotinha de 12 anos: Sim, eu vi que a fama deles agora acabou. Aí eles se espalharam pelo mundo. Um deles vive em São Paulo, sabe. Mostrou até a loja que ele tem lá, escrito "Beatles".

Eu (!!!?): Uai, é... bom... ó, brigadão então, viu.

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Enj ot y

Sun Xiaoxu levanta cedo pela manhã e prepara sua sopa de arroz. Bebe também um copo de leite de soja. Raramente come ovos cozidos ou um pastel frito. Junto de outras mulheres de seu bairro vai até à fábrica, que fica distante cinco quadras de sua casa. Ainda é bem cedo e faz frio. Elas andam em silêncio. Naquele dia, Sun acordou com uma dor forte entre os dedos médio e anular. A dor a acompanha há algum tempo e tudo que ela faz para tentar amenizar aquilo é colocar um cataplasma de ervas secas trituradas. O calor no pano suaviza o problema. Mas lá fora faz frio. Sun suspeita ter reumatismo, mas deve esquecer a doença. Hoje, o trabalho será dobrado na fábrica. Hao li Ming, o patrão do lugar, anunciou uma grande venda para a semana. O trabalho será dobrado. O salário diário ganha um acréscimo de 50%. “Tudo bem”, Sun pensou. Pensou apenas, não disse nada para Wen Ming, seu filho de 15 anos. Não havia motivo. Wen foi para escola e no final do ano deve fazer um teste de capacitação. Deve tirar a melhor nota para continuar os estudos. Hoje, Wen não queria se levantar, fazia frio e o sono era pesado. Sun pensava que se fizesse calor seu filho seria o melhor dos alunos. Estaria sempre animado e feliz para os estudos. O trabalho de Sun consistia em desenrolar o tecido e cortar na medida certa. Toda a produção daquele dia era de toalhas de praia. As toalhas são azuis, possuem desenhos coloridos e uma frase em inglês que Sun não consegue ler, muito menos entender o significado. Sun decide ler em voz alta o que está escrito. O som que sai de sua voz, baixo e manso, sussurra algo como: “enj ot y”.

Maria Elizabeth nem precisa do despertador para acordar. O forte sol que entra pela janela é suficiente. “Já acordo suano”, comenta com a filha, Shyrlei. É sexta-feira e a empregada doméstica se prepara para o fim de semana. Ela, Shyrlei, o genro e os netos vão viajar. Darley ganhou folga e conseguiu a perua emprestada na oficina. Todos vão acampar às margens de um rio. Maria precisa comprar bolacha e refrigerante para as crianças. Ela desce do ônibus que a leva para a casa de sua patroa, no centro da cidade. O ônibus lotado faz a sensação de calor aumentar. “Nem adianta banhá”, comenta Maria para uma desconhecida. Já que é assim, ela resolve mudar de trajeto e passar em algumas lojas do centro. Vai andar mais. “Cada passada é um pingão desceno do subaco pras costa! Calorzão, credo”, matuta consigo. A mudança de trajeto deve atrasar sua chegada à casa em que trabalha. Pendurada na porta de uma loja, Maria vê uma toalha de praia. Lembra que pretende pegar sol quando estiver no rio. A vendedora da loja dobra a toalha que Maria decide levar e guarda em uma sacola. Quem olha para a sacola transparente pode perceber, entrecortada pelas dobras, uma frase escrita na toalha: “enj ot y”. Ao chegar em casa à noite, Maria mostra a toalha que comprou a Shyrlei que lê em voz alta: “enjoy a hot day”.

Sábado, 30 de Maio de 2009

Os melhores releases do mundo: A miss (a saga continua)

A saga da miss caçadora continua. Dessa vez as notícias ameaçam uma pimenta a mais. Fica só no título. Reparem o que o senador diz a respeito de tudo. Até onde vai isso? O trem de doido vai acompanhar cada novo capítulo.
Temer e a Miss

O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), recebeu em seu gabinete na última quarta-feira (27) a Miss Tocantins, Natália Bichuete. A modelo, que é caçadora, divulga a Campanha do Recadastramento Nacional de Armas. Ela estava acompanhada do líder do PR, Sandro Mabel (GO), e do diretor institucional da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições (Aniam), Salesio Nuhs. “É a beleza a serviço da população”, disse Temer, ao falar da campanha que considera de utilidade pública.

O diretor institucional da Aniam, Salesio Nuhs, lembrou que as lojas do segmento estarão à disposição para ajudarem os proprietários de armas a realizarem o recadastramento no site da Polícia Federal cada loja poderá ser um posto de recadastramento.

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

Zen pablismo - O anzol

Você calcula o próximo passo com medo.

A intuição é um peixe que beija o anzol sem morder.

Um pescador deve saber fisgar.

Sábado, 23 de Maio de 2009

Semelhanças assustadoras

Dia desses parado no semáforo observei um senhor que atravessava a faixa de pedestres. Era magro, baixo, corcunda, usava óculos e andava rápido. Do outro lado da calçada vinha um jovem. Era magro, baixo, levemente corcunda, usava óculos e andava rápido. Ele era a representação jovem do outro pedestre. Eram a mesma pessoa em dimensões diferentes que se cruzavam em uma faixa de pedestres. Às vezes percebo isso por aí.

Pra vocês entenderem o que falo, lembrei agora de três casos conhecidos.

Eles não sabem, mas velhos ficarão a cara dos outros.


A Maisa e a Susan Boyle

O ator mirim David Lucas e o escritor Stephen King

O padre, cantor e galã Fábio de Melo e o ator e mordomo Ítalo Rossi (essa vai causar polêmica)

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

Os melhores releases do mundo: A miss caçadora

Esse release abaixo não precisa de muitos comentários. Tem tudo, o protagonista, sua mensagem e ainda um serviço de utilidade pública.
Aqui você ainda pode conferir uma mensagem sonora.
Miss Tocantins adere a Campanha do Recadastramento de Armas

A Miss Tocantins 2009, Natália Araújo Bichuete (18), que tem como hobbie a caça, participa da Campanha do Recadastramento Nacional de Armas e pede aos brasileiros que recadastrem suas armas. “É crime ter uma arma sem registro em casa. Peço a todos que façam o recadastramento para ficar na legalidade e garantir, também, o direito a defesa”, disse a miss.

Bichuete integra o clube de tiro e desde a infância usa carabina para caçar com a família em áreas autorizadas. Ela lembra que o prazo para o recadastramento foi prorrogado, “então dá tempo da gente correr atrás e fazer tudo direito para ter uma autorização maior para se defender”.

O prazo para o recadastramento de armas termina em dezembro deste ano. Para se manter na legalidade, os proprietários devem fazer o registro, que é gratuito, no site da Polícia Federal (PF). “É só entrar no site da PF e preencher o formulário. É muito simples, fácil e ainda por cima é gratuito. Não tem burocracia, nem a necessidade de exames psicológicos e práticos”, ensina Natália.

O recadastramento é obrigatório. Quem perder o prazo não poderá recadastrar depois da data limite, ficará na ilegalidade e poderá responder criminalmente. Armas herdadas, de colecionadores e sem registro na PF e nos estados, também podem ser recadastradas.
O trem de doido só tem uma coisa a dizer:
Pequeno príncipe é o caralho!