sábado, 3 de outubro de 2009

O trem de doido apresenta - Música caseira - Episódio de hoje: Undone (Sweater song)

Outra versão caseira. Dessa vez uma do Weezer. É a primeira música que ouvi dessa banda, no fim da primeira metade dos 90.

Pra quem não conhece, aqui o original:



E aqui a minha versão:

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Especial: Melhores releases do mundo e Diálogo do dia

Esse texto é uma mistura de “Melhores releases do mundo” com “Diálogo do dia”. A única diferença é que o diálogo é fictício.
Eu vou colocar só uns trechos do release. O texto é longo. Longo demais pra quem tá vendendo a ideia de se fazer uma pauta em uma boate de swing e que agora – e esse é o objetivo da sugestão de pauta – também é um ponto de encontro onde rola mènage a trois. Poucas vezes li um assessor de comunicação destilar tamanha audácia e, ao mesmo tempo, uma desenvoltura e empolgação impressionantes sobre o tema tratado/vendido.
O release foi encaminhado pelo colega de redação Adriano Leite, leitor do blog e fã desses textos vitaminados das assessorias.
Os melhores releases do mundo: Swinguera assessorada
(O release começa com um introdutório...ops... uma introdução) As noites de quinta-feira, destinada aos solteiros na Ciclana (nome fictício), têm sido uma surpresa. Com muito mais Mènages do que swing, para Fulano da Silva (nome fictício) este comportamento que já é quase uma febre, traz consigo algo muito mais profundo, relativo a evolução da sexualidade e das mentalidades. "A mulher agora sabe exatamente o que quer. É isso, antes ela sabia o que tinha para escolher mas ainda não sabia o que ia escolher"
(Aí começa a viagem. Tem um cadeira aí por perto? Senta, vai.)
Quando o Mènage à Trois é uma ótima e prazerosa fantasia
Não é novidade para ninguém que todo casal passa por diversas fases... Daquelas mais mornas e calmas até aquelas prá lá de calientes e recheadas de criatividade. E, apesar de toda aquela nuvem que encobre o fascinante mundo das fantasias sexuais (de onde ela tirou inspiração pra essa frase?), as pessoas estão cada vez mais livres de preconceitos e mais certas do que querem. A quantidade de casas de swing não para de crescer e apesar de não parecer, uma das modalidades de fantasia mais praticadas, além do swing, é o velho conhecido: Mènage a Trois.
Segundo Fulano da Silva, um dos sócios da boate para casais Ciclana, as mulheres estão cada vez mais poderosas e seguras de si, basta olhar os seriados da tevê brasileira e os nossos filmes de cinema (Exemplo como: o seriado Aline, que estréia agora na Rede Globo e Os Normais 2), que acabam por retratar de maneira leve e divertida o que vem realmente acontecendo na nossa sociedade.
"É uma profunda transformação de conceitos. Tudo que era conhecido está inserido num cenário completamente novo. O que era visto com horror e devassidão, hoje é encarado com naturalidade, diversão e parte da vida comum de qualquer casal (qualquer onde, bróder?). (...)
(aí, o cara desenvolve uma teoria sobre adultério e tenta explicar que a saída é mesmo o lance ser aberto, daí, nem as mulheres serão cornas sem saber e nem os homens sentirão culpa. É algo assim), “(...) Acho que por isso cada vez escuto menos histórias de casos extraconjugais, de amantes e etc. O homem não está em busca de ter o trabalho de viver uma vida dupla, se dividir, ou de ter um caso. Na cabeça de muitos deles, isto é coisa do passado, quando viram suas mães, avós ou familiares vivenciando a dor de uma família destruída por este tipo de comportamento... Para os homens de hoje, de 20 a 45 anos sem distinção, o grande desafio é entender a cabeça das mulheres e se enquadrar nesse novo momento em que elas 'comandam a cena', sabem seu lugar, não perdem o posto e ainda curtem demais a relação e todo prazer que pode surgir dali”. Com toda essa mudança de comportamento, surge mais forte como nunca o Mènage com o Bi FEMININO. Trazendo bem menos problemas para a relação, as mulheres estão cada vez mais tomando a iniciativa para uma transa a três.
(Aí, ainda conseguem um personagem pro release) Beltrano, freqüentador do espaço que não deixa de citar o filme Os Normais 2. “É incrível como todo casal chega na fase de Rui e Vani. Ali no filme tudo deu errado...” (...) Beltrano ao lado da esposa que assina em baixo cada palavra sua, finaliza: "Viva o amor e o prazer!"
(A sugestão de pauta continua com uma lista de dicas do dono da boate, certamente para quando o jornalista for fazer a matéria e precisar de opção para um infográfico). (...) Fulano da Silva dá SETE dicas para quem quer se aventurar pela primeira vez com seu par no universo Do MÈNAGE sem entrar em frias como as de Rui e Vani.
Os 7 Mandamentos do MÈNAGE
01 - “Nas primeiras experiências é fundamental decidirem qual o sexo da terceira pessoa que vai participar da 'FESTA'. Ou se preferirem, eliminar o SEXO que menos agrada( como assim, Meu Deus!?). 02 - Caso optem por garotas de programa ou garotos de programa, tenham ciência dos riscos que todos conhecemos e jamais marque este encontro em seu lar. 03 - O ciúme sempre vai pintar e naquele momento, a superação, para chegar ao prazer, é o grande barato tanto do swing como do ménage. 04 - Jamais comentem/discutam sobre o assunto a não ser para aumentar o tesão de vocês dois naquela transa, no quarto de vocês (lembrando das cenas vividas e compartilhadas com aquela 3ª pessoa). Qualquer dúvida que pinte na hora discuta/converse depois, com calma e em casa. Nada de barraco. 05 - Só pratiquem esta ou qualquer outra fantasia se estiverem ambos querendo e dispostos a participar. Nada pior do que qualquer tipo de coação. O intuito é a busca de um prazer maior. Respeitar o 'time' do outro é fundamental.06 - Respeito, educação, bom humor, paciência e principalmente gentileza são requisitos básicos. Os problemas devem ser deixados em casa. 07- Camisinha sempre.
Diálogo do dia: Como explicar lá em casa?

Bom, aí, entra a parte “Diálogo do Dia – fictício”. A ideia surgiu depois que o Adriano questionou que se junto da sugestão de pauta, viesse também um convite ao jornal que a gente trabalha. E como geralmente aceitam uma grande parte dos convites, eu logo imaginei uma situação, o diálogo lá em casa. Eu contando pra patroa que teria de fazer uma viagem, mais uma dessas latadas que o jornal nos obriga a ir:
Eu: pois é, vieram me pedir... não tem mais ninguém, parece... é porque o pessoal de cidades tá sem repórter e o pessoal de cultura também...
Patroa: mas é sobre o que essa matéria?
Eu: ah...é sobre um local de eventos que tá bombando no Rio...
Patroa: eventos? mais que tipo de evento?!
Eu: ah, meio que de ... é... socialização de pessoas, casais....
Patroa: ahn!???
Eu: é... é tipo uma boate
Patroa: cê vai até o Rio pra ir em uma boate?! Qual o nome dessa boate?
Eu: Boate para casais Ciclana... toma o release pra você ver qualé de que é...
Alguns segundos depois e:
Patroa: *%$#@*&&¨* jornal filho da puta #¨%¨%¨$%$!!!!!! porque você não diz pra esses *&¨%&*¨&**%%$#:><......!!!

sábado, 26 de setembro de 2009

Música caseira - O trem de doido apresenta: Maluzinha

Uma vez, há uns anos, eu fiz uma música e coloquei a Malu pra cantar.

A Malu, mais formalmente conhecida como Maria Luiza Alcântara, tem 14 anos.

Ela ama pão-de-queijo e um xamego.

É beijoqueira e vira e mexe deixa a cara da gente toda babada.

Já foi gordinha, mas agora tá em forma. Ela é fofa. E pronto.

A música não leva instrumento algum. Tem somente coisas feitas com minha voz e a voz da Malu. Além disso, tem uns samplers de Jorge Bem e Jimi Hendrix.

Ouçam aí e vejam se ela não é bem melhor do que Wanessa da Mata e Ana Carolina.


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Microseboides em tempos de gripe suína

Em meio a essa neura de lavar as mãos a todo momento para evitar a nova gripe, me deu vontade de escrever algo sobre meus métodos de higiene em banheiros públicos. Me lembrei que já havia certa vez escrito algo sobre isso. Não costumo republicar textos aqui, mas já que tô meio sem tempo, em um corrimento danado, tudo bem. Espero que eu contribua de alguma forma com alguns leitores. Esse texto foi escrito em 2006, postado originalmente no meu antigo blog, O folhetim
Guerra e paz (a minha versão)

Certas coisas você não pode pensar muito. É como entrar em água fria. Porque se você matutar demais, periga ir cavando um buraco sem fim. E quanto mais pensa e se entrelaça nas divagações, fica mais difícil de sair das profundezas da cuca pensante. Às vezes eu me envolvo em jornadas intrínsecas e quixotescas em que eu sou o meu único herói e, talvez, inimigo. A última foi a saga do banheiro. Um dia no trabalho senti vontade de fazer xixi. Fui até o WC e depois de tirar a água do joelho, naturalmente como sempre faço, lavei minhas mãos. Mas pensei - e nesse momento o leão da Metro Goldwin Mayer já tinha rugido e a aventurava começava - que não adiantava nada o esforço de ter lavado as mãos, se quando segurasse novamente na maçaneta os microseboides do último sujeito que foi ao banheiro estivessem grudados lá. Logo imaginei essas criaturazinhas espenduradas como se praticassem esportes radicais no metal da maçaneta. Alpinismo, tiroleza, essas coisas. E é claro, os microseboides (vamos chamá-los assim, bactéria não soa legal) são aventureiros e tão logo vislumbrem outra superfície já tão pulando em grupo.
Eu até poderia acabar com essa história toda se desencanasse imediatamente. Mas não. Catei a pá e fui cavucar o solo pedregoso do meu pensamento. O dilema era desenvolver um método para evitar os microseboides de outrens em minhas mãos.

Bom, se a porta do banheiro não tem maçaneta, o aconselhável é usar o cotovelo ou dar uma de corpo - como se faz no futebol - para abri-la. Assim, estaríamos livres dos microseboides que por ventura estivessem ali alojados. Este fato já o livra de tomar a atitude pós-porta com maçaneta, que é lavar as mãos antes de fazer o xixi.
Depois de asseguradamente livre de microseboides dos outros nas mãos, está liberado pra fazer o que tem de fazer, sem o risco de transportar microseboides para o território dos seus próprios microseboides - seria um fato semelhante ao Cavalo de Tróia. Depois de tudo feito, a descarga. Peraí, não vá metendo o mãozão! O trabalho inicial teria ido ao esgoto. O método que criei é acionar a válvula de descarga com o pé. Batizei isso de "Descarga Kung-fu". É simples, basta um pouco de equilíbrio e alongamento, logo você se acostuma.
O próximo passo é lavar a mão. E é agora que a aventura tem a sua verdadeira batalha, quando realmente os exércitos se encontram. Coloque a mão, sim, coloque com todos os dedos possíveis na torneira. Abra-a tranquilamente. Agora, munido de sabão e muita água ataque os microseboides alheios! Lave as mãos, esfregue os dedos. Sinta o frescor de uma pele livre de microseboides. Então, puxe o papel-toalha, seque a mão e com a mesma folha feche a torneira.
Bandeira recolhida, tropas alojadas é hora de deixar o território inimigo. Voltamos ao primeiro passo. Porta sem maçaneta, use os ombros, o cotovelo, o corpanzil que Deus lhe deu. Porta com maçaneta, esconda sua mão por sobre a camiseta e abra a porta ou ainda use o mesmo papel toalha para abrir, antes de jogar fora. Livre, liberdade. Esse é o sentimento que geralmente paira ao final de grandes guerras.
Ah, antes de ir embora. Queria ressaltar as possibilidades de paz. E a paz nesse caso só seria possível se todos nós utilizássemos táticas de guerra para evitar os microseboides. Fica então, a questão, será a paz fruto da guerra? Pense e, por favor, lave as mãos.



Microseboides vistos em microscópio

sábado, 12 de setembro de 2009

A janela e a novela


Na internet, em um desses grandes portais, no meio de um mosaico de notícias e manchetes leio algo dizendo que Manoel Carlos compara sua próxima novela com 'Janela indiscreta', do Hitchcock. O troço me chama a atenção pela comparação que já julgo descabida mesmo antes de saber do que se trata. E é mesmo descabida. Na verdade, o autor somente dizia que se via como o protagonista do filme, desvendando e bisbilhotando a vida de seus vizinhos, em seu caso, os personagens da novela.

Mais abaixo no texto, há um resumo de cada um dos personagens. Nem mesmo sei se é um resumo ou se eles são aquilo ali mesmo. Acho que no caso de pergonagens de uma novela das oito (que vai ao ar às nove), eles são aquilo ali mesmo. No decorrer da trama alguns vão ser alguma coisa a mais, outros, serão o que sempre foram e ainda, terceiros, patéticos, serão algo a menos do que eram no início. Só estarão ali fazendo cena.
Eis um exemplo do que estava no texto:

Quem é quem em "Viver a Vida"
Oswaldo (Laércio de Freitas) - Pai de Helena, vive em Búzios, onde toca piano nas noites para se sustentar.
Edite (Lica Oliveira) - Mãe de Helena, divorciou-se, mas mantém boa relação com o ex-marido.
Sandra (Aparecida Petrowky) - Irmã de Helena e Paulo, vive se metendo em confusão. Mora no Rio de Janeiro e passa temporadas na casa da irmã. Namora Benê, um marginal.
Paulo (Michel Gomes) - Irmão caçula de Helena, vive com a mãe em Búzios. Tem um romance com Soraia.
Benê (Marcello Melo) - Namorado de Sandra, é mau-caráter e está sempre envolvido com as pessoas erradas.
Fiquei imaginando se a gente fizesse resumos de nós mesmos. Nesses mesmos termos. Detalhes de nós mesmos, uma descrição pessoal que só seria relevante se a gente vivesse em uma novela.

Um teste:

Pablo – Casado com Marina, é um jornalista que sonha em acertar na loteria.
Mas desse mesmo jeito há várias possibilidades de descrição. Todas superficiais. Superficiais como essas descrições que nos solicitam na internet. Em blogs, orkuts, twitters, facebooks, sempre nos perguntam quem somos. E sempre tenho uma baita dificuldade em responder. Prefiro não colocar nada, ou então, algo mais subjetivo. Não porque eu não saiba quem eu sou, mas porque tenho profunda rejeição em me rotular. Ou, melhor ainda, me reduzir. Porque reduzidos já somos todos, pelos outros. Cada um que já conheci nessa vida tem um resumo próprio do que eu sou. Nesse caso vale a comparação com James Stewart e sua luneta que bisbilhota os vizinhos no prédio em frente ao seu. Ele vê apenas uma encenação muda, enquadrada na dimensão da janela, que serve de palco. Nada mais do que isso. Qualquer julgamento ou compreensão de quem são os personagens do outro lado, fica por conta de quem está do lado de cá. O autor noveleiro da vida alheia. A obra completa só nós conhecemos.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Direto do RH

Recebi um email do pessoal do recursos humanos informando sobre a nova gripe, com perguntas e respostas. Eu selecionei algumas partes. É sério, não inventei nada. Recebi desse jeito, aconselhando a seguir essas medidas. Eu sei que é preciso, difícil é confiar num texto desse. Os meus comentários estão em vermelho.
-De que forma o vírus entra no corpo? Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.
-Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença? De 0%, porque fica-se imune ao vírus suíno (vírus suíno?).
-Qual é a população que está atacando este vírus? De 20 a 50 anos de idade. (E eles usam o que pra atacar? Porrete?)
-Posso fazer exercício ao ar livre? Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas. (sem comentários)
-Os mascotes contagiam o vírus? Este vírus não, provavelmente contagiem outro tipo de vírus. (Quando eu leio essa pergunta, imagino um monte de cachorrinho tentando alegrar um vírus melancólico "vamo lá rapaz, animação! Au-au!")
-Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza? NAO. (Isso é foda. É igual dizer "uma diarréia pode se converter em uma caganeira?")
-As crianças com tosse e gripe têm influenza? É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas. (Como assim, influenza? Toda gripe é influenza, não?)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O trem de doido apresenta - Música caseira - Episódio de hoje: Trouble

Vocês já ouviram falar em Lindsay Buckingham?
E da Fleetwood Mac, banda dos anos 70 em que ele era cantor e guitarrista?
Tudo isso aí é uma sopa de letrinhas bem desconhecida mesmo.
Mas esse cara fez sucesso com uma música nos anos 80 que você já deve ter ouvido. Principalmente se já ouviu rádio FM de madrugada.
Você viaja de ônibus à noite e lá pelas tantas desce em um restaurante de beira de estrada. Um frio danado, a cabeça zonza, o cabelo bagunçado, cara amassada e a boca amarga. Como trilha sonora, baixinho, rolando nas caixas acústicas no local, 'Trouble' do Lindsay Buckinham. É claro, na hora você não pensa "poxa, é Lindsay Buckingham". Você só sabe que aquilo é uma 'música véia do tempo que assistia clip no FM TV da Rede Manchete".
Valeria postar isso aqui só pelo clip. Os efeitos de duplicação, o visual, o clima. Vale a pena. E a música? Poxa, a música é boa. O grande lance dessas canções dos anos 80 é que por debaixo daqueles arranjos cheios de sintetizadores, guitarras com efeito e baterias sequenciadas há boas melodias. Esse é mais um caso.
Eu fiz uma versãozinha meio country dessa música. Ficou como se aquela banda Kansas, de "Dust in the wind" regravasse o Lindsay Buckingham. Deem uma checada!
Abaixo o original:

Lindsay Buckingham - Trouble


Aqui, minha versão:

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Belchior will rock you

Depois do último post publicado aqui, a caixa de emails do 'O trem de doido' ficou praticamente lotada. Muitas pessoas se diziam surpresas com o aparecimento do cantor na novela das oito, outras relembravam antigos sucessos e ainda teve outros que perguntaram "quem é Belchior?".

Mas chamou a atenção alguns emails dando outros destinos ao cantor nordestino. Dentre as várias hipóteses, uma chamou a atenção: a de que Belchior havia montado uma banda cover do Queen.

Segundo o relato, a banda teria a intenção de rodar o mundo e já teria shows marcados no Afeganistão e no Vietnã. Parece que a banda é agenciada por um veterano de guerra do exército americano. Mas, por enquanto, o grupo tem se apresentado apenas em um bar em São Francisco, Califórnia.

Foi de lá que o leitor do 'O trem de doido' teria feito a foto abaixo:











'O trem de doido' continua aberto para outros relatos e informações sobre o paradeiro de Belchior.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Achei o Belchior

Ele tá na novela das oito


sábado, 15 de agosto de 2009

O trem de doido apresenta - Música caseira - Episódio de hoje: You give love a bad name

Imaginem se uma música do Bon Jovi lá dos anos 80 fosse usada em um musical que contasse uma história de filme de terror. Personagens como Frankstein, Drácula e Lobisomem. O narrador seria um velho sinistro, corcundão, com mais de 183 anos, fã de Nescal Cereal (sem + chocolate) e bandas com músicos de permanente no cabelo.

No repertório grande parte das músicas seriam versões de bandas como Whitesnake, Europe e, é claro, Bon Jovi.

Só pra ter ideia como seria eu fiz uma versãozinha de "You Give Love a band name", do Bon Jovi. Essa música é boa, tem um 'riff' de guitarra excelente e um refrão pegajoso, como é de praxe nas músicas da banda. São mestres na canção chiclete. Gruda mesmo. Além do mais, todo o exagero cênico da banda é muito legal. Nada de ar blase, nem choradeira existencialista. Thom Yorke é gênio? Quem fala isso não conhece o Jon Bon Jovi.

Abaixo a original:



Aqui, a letra, pra vocês tentarem visualizar a profundidade do negócio e ainda sacar como cairia bem em um musical com personagens de terror:

You give love bad name (Jon Bon Jovi, Desmond Child and Richie Sambora)

An angel's smile is what you sell
You promise me heaven, then put me through hell
Chains of love got a hold on me
When passion's a prison, you can't break free

Whoa! You're a loaded gun, yeah!
Whoa! There's nowhere to run
No one can save me
The damage is done

CHORUS:
Shot through the heart and you're to blame
You give love a bad name
I play my part and you play your game
You give love a bad name
You give love ... a bad name!

Paint your smile on your lips
Blood red nails on your fingertips
A school boy's dream, you act so shy
You very first kiss was your first kiss goodbye

Whoa! You're a loaded gun, yeah!
Whoa! There's nowhere to run
No one can save me
The damage is done

E eis a versão do mal:

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Diálogo do dia: De boca aberta

Dentista para paciente: Minha concunhada morreu ontem. Coisa super chata. Ela fez o almoço e foi tomar banho. Encontraram o corpo só às dez da noite. O chuveiro estava ligado e a casa completamente alagada! Ninguém sabe direito do que ela morreu.
Secretária da dentista (aquela que segura o sugar de baba): Doutora, nossa hein!? As contas de água e energia vão ser um absurdo!
Paciente: Já estava de boca aberta. Assim permaneceu.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Eu quero meu Nescau Cereal de volta


No supermercado, chego à fila dos achocolatados. Mais à frente, Neston e os cereais. Encontro! Nescau Cereal. Na caixa, ao contrário da informação sobre um novo brinde, como os bonequinhos do Batman, leio um negócio bem destacado em letras vermelhas. Uma novidade. Até aquele momento eu não saberia definir se o troço era bom ou ruim. Mas como eu sou tradicionalista xiita quando se refere a comida, algo me dizia que seria má notícia. “Mais chocolate”, estava escrito. “Tudo bem, vou fazer um teste”. Mas como suspeitava, o novo sabor era pior. Isso é óbvio, como melhorar alguma coisa que já tá legal? Pra que mexer em time que tá ganhando? Alguém na Nestlé não devia gostar do Nescau Cereal. Mas não pensaram em quem já gostava.

Eu decidi enviar um recado ao pessoal da Nestlé. Entrei no site e tinha lá o espacinho do “Fale conosco”. Eu falei que não tinha gostado da mudança e queria entender o que motiva uma coisa dessas. Como alguém chega um dia e diz: “aumenta o chocolate aí”. Eu desconfio que só mesmo um publicitário pra ter uma ideia sem fundamento assim. “É legal agregarmos ao produto uma informação nova. Vai dar um upgrade na marca. E em pouco tempo teremos o feedback de novos consumidores”. Aí o pessoal da empresa que fica em escritório e nunca comeu o Nescau Cereal de manhã vai na onda errada.


Depois de 3 dias, recebo uma resposta:


Pablo
Agradecemos seu e-mail e a opinião sobre o Nescau Cereal.
É muito importante para nós acompanhar o que os consumidores pensam sobre nossos alimentos.
Diversos fatores contribuem para o lançamento ou a alteração de um produto ou embalagem. Dentre eles, destacamos as pesquisas realizadas, assim como as opiniões espontâneas recebidas, que servem também como base para aprimoramento dos produtos e serviços.
Reiteramos nossos agradecimentos e ressaltamos que nosso Serviço é um canal aberto para todos os consumidores atentos como você, sempre dispostos a colaborar com observações sobre nossos produtos. Sua manifestação será encaminhada às áreas de interesse, para conhecimento e consideração.
Atenciosamente,
SERVIÇO NESTLÉ AO CONSUMIDOR


Falaram muito e não falaram nada. Mas uma coisa me chamou a atenção. Quer dizer que eles mudam o sabor de um produto por causa de “opiniões espontâneas”? O que são opiniões espontâneas? Será que algum diretor da empresa ouviu algum funcionário dizendo no corredor “hum, o Nescau Cereal é bom, mas podia ter mais chocolate”. Ou o amiguinho do fiho do diretor contou que mistura Nescau em pó no leite do Nescau Cereal e o cara teve a sacada genial “é... poderíamos acrescentar mais chocolate, hein”.

Não consigo ver justificativa nessas crises de identidade de produtos que a gente consome. É como o caso do Toddy, que inventaram quase 10 tipos de Toddy diferentes e pioraram o original. Voce bebe Toddy? Não? E agora vai querer beber o Toddy sabor baunilha? Não, né? Eu não acredito que alguém que não comia o Nescau Cereal antes vai passar a comer porque agora tem mais chocolate. Mas, ao contrário, quem consumia antes tem grande chance de não gostar. É uma estupidez mercadológica. Não precisa ter MBA pra sacar isso. Basta ter estômago. Pra mim chega. Só falta agora lançarem o Vick Vaporub – que eu não como, claro, mas passo meio de forma compulsiva nas narinas antes de dormir - aroma de flores, ou coisa parecida.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Vai tomar no Google

Recebi isso aqui hoje.

Boa tarde.

Uma pesquisa realizada entre crianças e adolescentes no mundo que utilizam o serviço OnlineFamily.Norton, da Symantec, aponta que os termos “sexo” e “pornografia” ficaram entre os 10 principais assuntos mais pesquisados em mecanismos de busca, sites de vídeo e redes sociais. “Sexo” ficou em quarto lugar, ao passo que “pornografia” ocupou a sexta posição, ambos na frente de “Michael Jackson”, em 8º, e “Miley Cyrus”, em 15º. A lista completa dos 100 termos mais pesquisados está disponível em
http://onlinefamilyinfo.norton.com/articles/schools_out.php.

“O levantamento reforça a necessidade de os pais procurarem entender o que seus filhos visitam na Internet e quais são os interesses deles quando estão conectados”, aponta Fabiano Tricarico, gerente nacional de vendas para varejo da Symantec.

Primeiro, é realmente estranho e preocupante que crianças procurem por Michael Jackson na internet.
Mas o mais curioso é que se você clicar nesse link aí, vai ver que o segundo colocado do ranking é o Google. Como assim? O povo usa um mecanismo de busca pra encontrar o Google? Isso sim é preocupante para os pais. Que bando de moleque burro!



Michael Jackson (Tá, tá. Eu sei que não é ele. Mas eu tava a fim há um tempão de colocar essa foto aqui. Vai dizer que não parece? Descubri finalmente onde o rei do pop buscou inspiração pra fazer as plásticas faciais, foi em esculturas do antigo Egito. Reparem no nariz - ou na falta de.)

PS. Fábio, e com essa foto, hein? Vai ter coragem de fazer o moonwalk de sapato de salto em cima do meu carro?

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Diálogo do dia: Grávido

Minha patroa envia um SMS: Oi amiga! Tudo bem? Está ansiosa? O bebê nasce quando? Me avisa, hein!
(enviando...)
Não, não, não, nãooooo!!!! Mandei errado...

1 minuto depois. Chega a resposta:
Sogrão: Ô fia, eu só tô gordo!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O trem de doido apresenta: Música caseira - Episódio de hoje: "A little respect"

Por trás dessa música altamente pop, dançante e radiofônica há uma melodia legal pra caramba. Além disso, a letra é boa. Enfim, é difícil não gostar. Pop de primeira. Aliás, grupos como Erasure, Pet Shop Boys, Depeche Mode, New Order faziam muito isso, músicas boas, com melodias e letras legais. Às vezes, pecava só nos arranjos. Um tanto quanto alegres demais pro meu gosto.

Eis a original da "Um respeitinho", do Erasure



Eu fiz uma versão mais quieta, mais mansa, pra ver como ficava.